[male
vocals] (
Solo
de
viola
caipira,
ponteado
melancólico
e
profundo) (
Som
de
natureza,
campo,
silêncio
da
noite)
Lá
no
banco
da
varanda,
onde
o
sol
costuma
se
deitar
Ela
veio
me
procurar,
sem
coragem
de
me
encarar
Com
os
olhos
cheios
d'água,
um
brilho
de
quem
se
perdeu
Começou
a
me
falar,
num
tom
que
quase
me
comoveu
Disse:
Eu
errei,
estou
sofrendo,
com
toda
a
bobagem
que
fiz
Com
todo
o
amor
que
sei
que
você
tem
no
seu
peito,
me
perdoa
e
vamos
ser
feliz
Não
adianta
pedir
perdão,
jurando
que
vai
mudar
Pois
ao
brincar
com
meus
sinceros
sentimentos,
a
solidão
veio
me
abraçar
A
chave
que
abria
meu
coração,
eu
joguei
lá
no
fundo
do
rio
Agora
o
que
resta
é
o
silêncio
da
casa,
esse
peito
vazio
Não
adianta
mais
chorar,
o
destino
a
gente
mesmo
marcou
O
que
era
amor
virou
cinza,
o
tempo
apagou
o
que
restou
Eu
baixei
os
meus
olhos,
pra
não
ver
o
pranto
dela
cair
Mas
a
dor
de
uma
doída
traição,
não
me
deixou
nem
ao
menos
sorrir
Senti
o
gosto
amargo
do
fel,
que
a
desilusão
deixou
em
mim
É
difícil
acreditar
em
promessas,
quando
o
filme
já
teve
esse
fim
O
ponteado
da
viola
chora,
acompanhando
minha
decepção
É
o
som
de
um
violeiro
cansado,
que
ainda
guarda
a
mágoa
no
coração
Não
adianta
pedir
perdão,
jurando
que
vai
mudar
Pois
ao
brincar
com
meus
sinceros
sentimentos,
a
solidão
veio
me
abraçar
A
chave
que
abria
meu
coração,
eu
joguei
lá
no
fundo
do
rio
Agora
o
que
resta
é
o
silêncio
da
casa,
esse
peito
vazio
Não
adianta
mais
chorar,
o
destino
a
gente
mesmo
marcou
O
que
era
amor
virou
cinza,
o
tempo
apagou
o
que
restou
Quem
trai
perde
o
rumo,
perde
o
norte
da
vida
Deixa
ferida
aberta
que
nunca
será
esquecida
Viola
que
geme
na
noite,
testemunha
da
minha
decisão
Ficar
sozinho
é
melhor,
do
que
viver
nessa
ingrata
ilusão
Não
adianta
pedir
perdão,
jurando
que
vai
mudar
Pois
ao
brincar
com
meus
sinceros
sentimentos,
a
solidão
veio
me
abraçar
A
chave
que
abria
meu
coração,
eu
joguei
lá
no
fundo
do
rio
Agora
o
que
resta
é
o
silêncio
da
casa,
esse
peito
vazio
Não
adianta
mais
chorar,
o
destino
a
gente
mesmo
marcou
O
que
era
amor
virou
cinza,
o
tempo
apagou
o
que
restou
Joguei
no
rio...
a
chave
se
perdeu
Não
tem
mais
volta,
o
que
morreu,
morreu (
Solo
final
de
viola
caipira,
diminuindo
até
o
silêncio)