Ô,
sanfona,
solta
o
som!
Êh,
lá
vem
história
de
beira
de
rio!
Vai!
O
pescador
tranquilo,
sentado
à
beira
do
rio
Com
sua
vara
na
mão,
pescando
devagarinho
O
sol
estava
quente,
o
lugar
tão
sossegado
Mas
de
repente
ele
soltou
um
alto
PUM,
inesperado!
Olhou
pra
um
lado
e
para
outro,
pensando
que
ninguém
viu
Mas
quando
virou
o
rosto,
quase
caiu
no
rio
Tinha
um
índio
ali
perto,
olhando
firme
sem
disfarçar
E
o
pobre
do
pescador
não
sabia
onde
a
cabeça
enfiar!
Aí,
índio
quer
cerveja?
Não,
não,
índio
quer
não!
Aí,
índio
quer
carne?
Não,
não,
índio
quer
não!
Índio
quer
apito,
pra
tocar
no
arraiá!
Ô
raio!
Esse
índio
é
arretado,
veio
pra
brincar!
O
pescador
sem
graça,
tentou
disfarçar
a
situação
Mas
o
índio
deu
um
riso,
daquela
sua
confusão
O
cabra
da
peste,
com
pena,
lá
do
mato
ele
chegou
E
o
pescador,
coitado,
com
vergonha
até
suou
O
triângulo
tá
batendo,
a
zabumba
faz
o
chão
tremer
Essa
história
de
pescador,
ninguém
mais
vai
esquecer!
Aí,
índio
quer
cerveja?
Não,
não,
índio
quer
não!
Aí,
índio
quer
carne?
Não,
não,
índio
quer
não!
Índio
quer
apito,
pra
tocar
no
arraiá!
Ô
raio!
Esse
índio
é
arretado,
veio
pra
brincar!
Vixe,
que
situação!
O
rio
tá
calmo,
mas
o
coração
do
pescador
não!
Danadinho
esse
índio,
só
queria
folia
Na
beira
da
lagoa,
trouxe
tanta
alegria!
Agora
eles
dois
são
amigos,
na
beira
do
rio
a
cantar
O
pescador
com
seu
peixe,
o
índio
a
assobiar
A
vida
é
assim
mesmo,
uma
surpresa
no
caminho
Quem
diria
que
um
pum
ia
deixar
tudo
tão
bonitinho!
Aí,
índio
quer
cerveja?
Não,
não,
índio
quer
não!
Aí,
índio
quer
carne?
Não,
não,
índio
quer
não!
Índio
quer
apito,
pra
tocar
no
arraiá!
Ô
raio!
Esse
índio
é
arretado,
veio
pra
brincar!
Vai,
sanfoneiro!
Índio
quer
apito!
O
pescador
aprendeu
a
lição!
Êh!
Arretado!
Fim
da
prosa!
Letra
escrita
por
Mário
Cardoso