Uma música criada por Naldo
Uma música criada por Naldo
(Viola caipira solo)
Êh! Olha só!
É aquela que te tira o sono, né?
Você jura que esqueceu, que o passado já morreu
Que a fila andou e o teu coração se convenceu
Mas quando a noite chega, o copo enche de solidão
E o meu nome vira reza na palma da sua mão
Eu sou o vulto que aparece no reflexo do espelho
Sou o motivo de você ficar assim desse jeito
Sou aquela saudade ruim que você quer sentir
Sou aquela pessoa que você quer ver aí
Batendo na sua porta de madrugada
Querendo reviver o que a gente não deu em nada
Vai, confessa que a saudade tá apertando
E que o teu coração ainda tá me chamando!
Bora pra mesa do boteco, o garçom já sabe a vez
É a mesma dose de veneno que a gente sempre fez
Você tenta disfarçar pra turma ver que tá legal
Mas o olhar te entrega nesse seu amor fatal
Eu sou a falta de ar que te tira o sossego
O fogo que te queima e você não tem o desapego
Sou aquela saudade ruim que você quer sentir
Sou aquela pessoa que você quer ver aí
Batendo na sua porta de madrugada
Querendo reviver o que a gente não deu em nada
Vai, confessa que a saudade tá apertando
E que o teu coração ainda tá me chamando!
Isso é sofrência, é o que o peito guardou
É o rastro da gente onde o amor se perdeu
A distância é curta, mas o orgulho é um muro
Que a gente derruba hoje, eu te garanto, eu te juro!
O churrasco esfriou, a cerveja esquentou de vez
Mas é a tua presença que eu quero outra vez
Não adianta fugir do que o destino marcou
O nosso erro foi o acerto que o tempo ignorou
Sou aquela saudade ruim que você quer sentir
Sou aquela pessoa que você quer ver aí
Batendo na sua porta de madrugada
Querendo reviver o que a gente não deu em nada
Vai, confessa que a saudade tá apertando
E que o teu coração ainda tá me chamando!
Ai ai ai... é saudade demais!
Sou a sua marca, o seu erro, o seu cais
Bora beber pra esquecer que quer voltar
Mas no fundo a gente sabe... não dá pra negar!
(Sanfona final)