(Solo
de
viola
caipira
chorada,
acompanhamento
de
violão
de
doze
cordas
marcado)
No
Brasil
tem
muita
coisa
errada
Ainda
que
os
tempos
dos
coronéis
pareçam
ter
passado
A
gente
olha
a
estrada,
olha
a
jornada
E
conclui
que
o
velho
esquema
do
voto
de
cabresto
continua
disfarçado. (
REFRÃO)
Mas
em
quem
eu
estou
votando,
coronel?
Ele,
com
sua
esperteza,
Respondia,
usando
o
chavão: —
Você
não
pode
saber,...
O
voto
é
SECRETO! (
Som
de
viola)
Lá
nos
tempos
dos
coronéis,
Nas
cidades
do
interior,
O
voto
tinha
seus
papéis,
Mas
mandava
mesmo
era
o
senhor.
O
coronel,
com
seus
funcionários
analfabetos,
sabia
o
que
fazer: “
Venha
cá,
deixa
eu
lhe
ensinar
Em
quem
você
deve
votar!”
Era
o
famoso
voto
de
cabresto,
Ninguém
podia
contrariar, (
REFRÃO)
Mas
em
quem
eu
estou
votando,
coronel?
Ele,
com
sua
esperteza,
Respondia,
usando
o
chavão: —
Você
não
pode
saber,...
O
voto
é
SECRETO! (
Som
de
viola)
O
coronel
escolhia
o
candidato
que
o
eleitor
tinha
que
votar.
O
coronel
Com
toda
a
sua
autoridade,
Preenchia
o
voto
como
ele
queria,
Sem
deixar
dúvida
ou
vontade. (
REFRÃO)
Mas
em
quem
eu
estou
votando,
coronel?
Ele,
com
sua
esperteza,
Respondia,
usando
o
chavão: —
Você
não
pode
saber,...
O
voto
é
SECRETO! (
Som
de
viola)
Depois
dobrava
a
cedula,
Entregando-a
ao
eleitor,
falando: “
Agora
é
só
colocar
na
urna,
e
sua
obrigação
estará
cumprida! (
REFRÃO)
Mas
em
quem
eu
estou
votando,
coronel?
Ele,
com
sua
esperteza,
Respondia,
usando
o
chavão: —
Você
não
pode
saber,...
O
voto
é
SECRETO! (
Som
de
viola)
Pois
se
o
voto
era “
secreto”
no
papel,
Na
prática
era
outra
situação:
Quem
mandava
era
o
coronel,
E
os
eleitores
votando
no
candidato
do
patrão!
Passa
o
tempo,
nada
muda,
o
voto
continua
viciado... (
REFRÃO)
Mas
em
quem
eu
estou
votando,
coronel?
Ele,
com
sua
esperteza,
Respondia,
usando
o
chavão: —
Você
não
pode
saber,...
O
voto
é
SECRETO! (
Som
de
viola)
Hoje,
com
bolsa
família
e
outros
favores,
alguns
eleitores
continuam
atrelados.
Com
o
Bolsa
familia
e
outras
vantagens,
o
voto
de
alguns
eleitores
continua
viciado. (
Som
de
Viola)
Vamos
mudar,
temos
que
acabar...
Quem
tem
benefícios
do
Governo,
NÃO
PODE
VOTAR ! (
Som
de
viola
mais
demorado )
Letra
escrita
por
Mário
Cardoso