[male
vocals] (
Solo
de
viola
frenético
com
batida
grave)
Ô,
quebra
essa
viola,
moço!
Bora
pra
festa!
Ê,
trem
bão
demais
da
conta!
Eu
nasci
numa
fazenda
que
meu
pai
era
agregado
Aprendi
desde
menino
que
o
serviço
era
puxado
O
meu
velho
trabalhava
todo
dia
no
roçado
Deixou
o
couro
no
serviço,
não
guardou
nenhum
trocado
Eu
nunca
gostei
de
roça,
meu
negócio
era
cantar
Aprendi
tocar
viola
pra
não
ter
que
trabalhar
Agora
é
festa,
é
viola,
é
cidade
e
curtição
Deixei
a
enxada
de
lado,
botei
fogo
no
salão
A
vida
é
curta,
cumpadre,
não
dá
pra
gente
penar
Eu
nasci
foi
pra
alegria,
eu
nasci
foi
pra
cantar
Depois
que
eu
vi
a
cidade,
nunca
mais
eu
fui
no
mato
O
lugar
só
tem
mosquito,
muita
cobra
e
carrapato
Não
preciso
plantar
nada,
compro
tudo
no
mercado
Compro
leite
na
caixinha
e
o
arroz
é
embalado
Minha
vida
agora
é
outra,
cheia
de
luxo
e
de
luz
Quem
trabalha
na
enxada,
que
carregue
a
sua
cruz
Agora
é
festa,
é
viola,
é
cidade
e
curtição
Deixei
a
enxada
de
lado,
botei
fogo
no
salão
A
vida
é
curta,
cumpadre,
não
dá
pra
gente
penar
Eu
nasci
foi
pra
alegria,
eu
nasci
foi
pra
cantar
Me
casei
com
mulher
velha,
que
nem
dente
ela
tem
mais
Me
encantei
com
o
seu
sorriso
e
com
as
fazenda
em
Goiás
Ela
tem
muito
dinheiro,
ela
me
banca
na
cidade
Eu
canto
e
ela
sorri,
vivendo
na
felicidade
Bate
o
pé
no
chão,
sacode
a
poeira!
Escrevo
as
minhas
modas
dentro
de
um
apartamento
Ar-condicionado
ligado,
longe
de
qualquer
tormento
Não
tem
sol
na
minha
cara,
não
tem
lama
no
meu
pé
Eu
vivo
a
vida
que
eu
quero,
com
o
dinheiro
da
muié
O
povo
da
roça
briga,
diz
que
eu
sou
um
folgado
Mas
eu
tô
rindo
à
toa,
com
o
bolso
bem
recheado
Agora
é
festa,
é
viola,
é
cidade
e
curtição
Deixei
a
enxada
de
lado,
botei
fogo
no
salão
A
vida
é
curta,
cumpadre,
não
dá
pra
gente
penar
Eu
nasci
foi
pra
alegria,
eu
nasci
foi
pra
cantar
Eita,
coisa
boa!
Deixa
a
viola
chorar!
Cidade
é
meu
lugar!
Quem
trabalha
que
se
canse! (
Solo
de
viola
final
com
grave
pulsante)